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04/11/2017MANDAMENTOS... As listas que encontramos por aí são válidas ou não?

Mandamentos

  Outro dia comecei uma lista do que seriam pequenos mandamentos para aplicar nos dias que viriam a seguir. No momento inicial estava eufórica, parecia ter encontrado a fórmula magica para a minha vida, a qual engatinhava de tão jovem. Lembro-me que escrevia com muita certeza e muita vividez.  Logo as linhas ficaram gastas!

  Deixei tudo ali, guardado com a certeza da imutabilidade pelo tempo das letras bem grafadas no papel. Num período depois, revisitei os escritos, parecia que todo o encantamento do começo agora tinha se transformado em meras regras que busquei estipular, como se tivesse caçado ingenuamente enquadrar-me. Imediatamente fechei o caderno de pautas, queria distância daquelas normas todas.

  Passei a pensar: os dias são tão heterogêneos, cheios de desafios e imprevisibilidade. Como posso querer agir tão rigidamente? Parecia que num instante de insanidade eu buscava transformar-me num trem, aquele que segue firme seu caminho sem olhar para trás ou para o lado. Mas, eu não sou humana demais para tamanha pretensão?

  Fechei mais uma vez os escritos, não queria entrar naquela confusão. Com calma e mais adiante, vi que a ideia motivadora a escrever tais mandamentos nada tinha de errada. Na verdade, era uma forma de materializar os ensinamentos que a vida já tinha me dado. E que ensinamentos! Alcançados a um alto custo... Pelas experiências, pelos dissabores, pelas borboletas no estômago.

  Foi aí que olhei com outro olhar e entendi que a maturidade vai sendo conquistada dia a dia, através dos detalhes ou de grandes catástrofes, não importa! E difícil, algumas vezes, revisitar o que foi fruto de ensinamento; mas, antes disso, é vital.

  Venho observando que hoje há espécies de lista para tudo... 100 coisas que devemos fazer, 100 pratos que devemos comer, 100 aventuras a serem vividas... Nossa, tanta coisa! Parece uma avalanche invencível para essa nossa estada aqui na terra. Uns não têm tempo, outros não têm dinheiro, aqueles não têm saúde. Ainda não tenho uma opinião formada sobre listas porque parecem inatingíveis, mas, ao mesmo tempo, são muito desafiadoras.

  Acredito que a solução é simplificar. Simplificar os dias e as coisas para criar sua própria lista ou seus próprios mandamentos. Tudo tem um gosto especial quando é feito por nós, uma espécie de atendimento personalizado, sabe? Com base no que somos e no que experimentamos. É válido porque parece com a gente.

  Deixe as listas comerciais de lado, elas pretendem agradar a outro dono. Ligue o computador ou abra aquele caderno de pautas no fundo da gaveta e permita-se alimentar pelas ideias. Você vai surpreender-se!

  Raquel Souza Dias.


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