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28/10/2017FLANAR... Uma caminhada como você nunca viu!

  Flanar

  Eu flano, tu flanas, ele flana... Verbo simples e de fácil conjugação, tão extinto nos dias atuais. Tenho a sensação de que a vida agitada, os dias corridos e as metas estupendas estão matando lentamente o viver diário. Os pequenos prazeres deram lugar aos imperiosos acontecimentos.

  Outro dia permiti-me perambular. Tudo bem que não literalmente, não pelas ruas, mas perambulei entre os pensamentos. Andava distraída, sem preocupações com o sinal, com a buzina ou mesmo com o carro acelerando em minha direção. Ofertei, na verdade, espaço ao ócio criativo. Que bom, que bem!

  A vida vai seguindo e delineando-se pelos valores basilares que aprendemos desde cedo e essa enxurrada de ideias torna-se nossa comissão de frente para conduzirmos linearmente a maneira de agir e de pensar, mas esquecemos de que a avenida do samba só é possível ser percorrida porque conta com a presença de todos, invariavelmente. É aí que deixamos o abre alas passar e abrimos espaços para os pequeninos, aqueles que trabalham invisivelmente, mas fazem tudo acontecer.

  Assim também ocorre na vivência de cada um. Precisamos dar espaço para as pequenas coisas, são elas que vão nos construindo parte a parte e tornando as coisas reais. Afinal, a sabedoria popular há muito tempo já advertiu: de grão em grão a galinha enche o papo.

  Pare e pense... É comendo um pouco a mais todos os dias que se engorda muito no futuro, é de pouco em pouco que as formigas carregam toneladas pelo dia inteiro, como também é de acontecimento em acontecimento que vamos construindo nossa historia.

  Não precisa esperar a vida toda pela mega sena para sentir o êxtase.  Pode flanar!  Andar descompromissadamente com o tempo e inteiramente comprometido com o eu que está em mim e em você aí do outro lado. Pode ser um andar literal pelas ruas do bairro, contemplando a paisagem, observando novas construções, celebrando encontros imprevistos ou pode ser um andar pelo pensamento, divagar nas ideias e permitir-se sentir.

  Estou muito pretenciosa hoje querendo, com um texto banal, despertar a percepção da importância do eu que habita em cada um de nós e, principalmente, entender que esse eu é feito de mosaicos, pequenas peças pregadas com a sua devida importância. Até porque um quebra-cabeça de 100 peças não fica montado com 99. Pense nisso!

  Raquel Souza Dias.


Fotos





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December 13, 2017, 3:12 am

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