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15/03/2019Paróquia realiza o Retiro Anual em São José de Mipibu

A Paróquia de Santo Afonso Maria de Ligório, realizará no próximo sábado (23/03), o Retiro Paroquial. Esse será o primeiro retiro com o nosso pároco, Padre Matias Soares, à frente da paróquia.

Esse ano, o local escolhido foi em São José de Mipibu, nas dependências do CENTERN (Centro de Treinamento da Emater do RN).

Todos os paroquianos de Santo Afonso estão convidados a participarem do retiro que terá como pregador o monge beneditino Dom Matias Fonseca de Medeiros, OSB. Dom Matias é monge do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro e editor responsável do Boletim da AIM - Alliance Inter Monastères, em língua portuguesa.


PROGRAMAÇÃO

TEMA: SINODALIDADE ECLESIAL

DATA: 23 DE MARÇO DE 2019

LOCAL:. CENTRO DE TREINAMENTO DA EMATER ( CENTERN)

PREGADOR: DOM MATIAS ( MONGE BENEDITINO)

INSCRIÇÕES: R$ 55,00 (Inclusos: Café da manhã, almoço,  lanche e ônibus)

SAÍDA DE NATAL : 07:00 HORAS

RETORNO: 17:30 HORAS

VAGAS LIMITADAS

As pessoas que preferirem podem ir de carro próprio dado a proximidade de São José de Mipibu com Natal.


Um pouco da história do Monaquismo no Brasil

O Brasil conta atualmente com um número considerável de comunidades de tradição beneditina. 

Os beneditinos portugueses chegaram no Brasil há mais de 400 anos e foram os pioneiros em nossas terras. Fundaram um primeiro mosteiro em Salvador da Bahia, em 1582.

Somente no século XX outras congregações monásticas vieram se estabelecer no Brasil, entre elas as Irmãs Beneditinas Missionárias de Tutzing, que chegaram em Olinda, Pernambuco, em 1903. No ano seguinte chegaram os cistercienses da Estrita Observância (OCSO) ou trapostas francesas, estabelecidos nas proximidades de Tremembé, São Paulo e depois em Nova Friburgo, Rio de Janeiro, mas nos anos 30 tiveram suas fundaçôes fechadas, e só retornaram ao Brasil no ano de 1997, dessa vez, procedente dos Estados Unidos.

Fonte: Boletim da AIM em língua portuguesa

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07/03/2019
Missas celebram Quarta-Feira de Cinzas e iniciam Quaresma

Na paróquia de Santo Afonso Maria de Ligório, as Missas Solenes foram celebradas pelo pároco, Padre Matias Soares, às 17 horas, na Igreja de Santo Agostinho  e às 19 horas, na  Matriz de Santo Afonso, com a participação expressiva de paroquianos e visitantes em ambas as celebrações, que também marcam o  lançamento da Campanha da Fraternidade 2019. O período da Quaresma  começou  com a Quarta-Feira de Cinzas e prossegue até a Quinta-Feira Santa, no  dia 18 de abril, quando se  inicia o Tríduo Pascal.

Padre Matias, citando a homilia do Papa Francisco, demonstrou a preocupação da nossa vida cristã nos dias de hoje. Lembrou  “As circunstâncias e as dificuldades históricas, que vivemos nos dias de hoje” e destacou  que “Não pode existir outra preocupação na vida cristã e na vida dos filhos de Deus, que não seja estar com Deus”.

IMPOSIÇÃO DAS CINZAS

Hoje, para encontrar a rota, é-nos oferecido um sinal: cinzas na cabeça. É um sinal que nos faz pensar naquilo que trazemos na cabeça. Frequentemente, os nossos pensamentos seguem coisas passageiras, coisas que vão e vêm. Os grãos de cinza que receberemos pretendem dizer-nos, com delicadeza e verdade: de tantas coisas que trazes na cabeça, atrás das quais corres e te afadigas diariamente, nada restará.

Por mais que te afadigues, não levarás contigo qualquer riqueza da vida.

As realidades terrenas dissipam-se como poeira ao vento. Os bens são provisórios, o poder passa, o sucesso declina.

A cultura da aparência, hoje dominante e que induz a viver para as coisas que passam, é um grande engano. Pois é como uma fogueira: uma vez apagada, ficam apenas cinzas.

A Quaresma é o tempo para nos libertarmos da ilusão de viver correndo atrás de pó. A Quaresma é descobrir que somos feitos para o fogo que arde sempre, não para a cinza que imediatamente se some; para Deus, não para o mundo; para a eternidade do Céu, não para o engano da terra; para a liberdade dos filhos, não para a escravidão das coisas. Hoje podemos interrogar-nos: De que parte  estou? Vivo para o fogo ou para as cinzas? (homilia do Papa Francisco na Santa Missa, Bênção e Imposição das Cinzas, celebrada nessa quarta-feira, 6 de março de 2019, na Basílica de Santa Sabina)

CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Foi aberta também a Campanha da Fraternidade 2019, com o tema "Fraternidade e políticas públicas" e o lema "Serás libertado pelo direito e pela justiça”. 

TERÇO DOS HOMENS

Na celebração o Terço dos Homens comemorou-se os doze anos de sua implantação em nossa paróquia. O Terço dos Homens Mãe Rainha do Movimento Apostólico de Schoenstatt foi instituído em 06 de março de 2007. Padre Matias convidou os presentes para vivenciarem esse ato de fé, que é realizado sempre às quintas-feiras, no Centro Pastoral de Santo Afonso, após a missa das 19 horas, na igreja matriz.

Texto - Eloi Cirne e José Flamínio (Pascom)
Fotos – Eloi Cirne e Aluizio Jr (Pascom)


01/03/2019
Paróquia reimplanta a Pastoral da Educação

A Paróquia de Santo Afonso com alegria reimplanta a Pastoral da Educação, como mais um espaço de sua atividade evangelizadora. O objetivo é fazer presente a fé no mundo da educação, capacitando seus agentes a serem profetas da dignidade humana nos diversos setores em que atuem.
A Pastoral da Educação tem grande vocação de formação e é a mais nova área pastoral da Arquidiocese de Natal.
A iniciativa do nosso pároco, Padre Matias Soares, contou a colaboração de vários paroquianos, casais e jovens.
A coordenação da mais nova pastoral da paróquia ficará sob responsabilidade do casal Fabiano e Bianca, e com apoio de outros agentes que já deram o seu "sim" a esse projeto.

A implantação da pastoral foi realizada na noite do dia 28 de fevereiro de 2019, iniciando-se na celebração da Santa Missa às 19 horas na igreja matriz.

Em seguida as pessoas foram dirigidas para o Centro Pastoral, onde foram esplanadas apresentados os objetivos a serem atingidos com a Pastoral da Educação.

Allan Pinheiro, um dos colaboradores da Pastoral, lembrou que essa pastoral já existiu na paróquia, na década de 1990.

Paróquia sediará o I Seminário Arquidiocesano de Educação

E foi com muita honra que a Paróquia recebeu o convite, formulado pelo prof. Márcio Azevedo, coordenador arquidiocesano da Pastoral da Educação para sediar o I Seminário Arquidiocesano de Educação e Humanismo Solidário, previsto para o 2º semestre de 2019. 

Da mesma forma, foi convidada para auxiliar a elaboração e implantação de projetos de cursos de formação pastoral para o Regional da CNBB. 

Ambos os convites foram prontamente aceitos pelo Pároco e serão objeto de atenção da Pastoral da Educação, o que representa um animador caráter pioneiro da Paróquia.

Ao final o pároco agradeceu a presença de todos e concedeu a bênção de Deus.

Fotos - Allan Pinheiro


22/02/2019 Jovens realizam o primeiro Terço da Juventude do ano, na Igreja de Santo Agostinho
17/02/2019 Manhã de Formação com o tema Evangelii Gaudium
29/01/2019 Padre Matias participa de Semana de Espiritualidade dos Padres do Prado
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Eventos

08/03/2019Via Sacra na Praça de Santo Agostinho

Como já é de costume na área paroquial de Santo Afonso, em preparação para celebração da Páscoa de Jesus, foi vivenciada na noite desta 6ª-feira (08/03), a Via Sacra – momento de oração, meditação, realizada na praça da Igreja de Santo Agostinho.
O momento foi conduzido pelo pároco, Padre Matias Soares, que em caminhada pela praça, acompanhado de paroquianos e principalmente devotos de Santo Agostinho, percorreu-se o Caminho do Calvário, com as leituras das Estações da Via-Sacra.

Padre Matias, agradeceu o apoio das pessoas presentes ao encontro.

Foi utilizado o livrinho da Campanha da Fraternidade 2019, que tem como tema, Fraternidade e Políticas Públicas.

 Os encontros são realizados em todas as sextas-feiras no período da Quaresma e foi definido que na próxima 6ª-feira (15/03) será na Igreja Matriz de Santo Afonso, logo após o encerramento da missa da comunidade às 19hs.

Fotos – Eloi Cirne (Pascom)

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06/03/2019
Papa Francisco: Quaresma, tempo para reencontrar a rota da vida

A Quaresma nos convida “a olhar para dentro de nós mesmos, com o jejum, que liberta do apego às coisas, do mundanismo que anestesia o coração. Oração, caridade, jejum: três investimentos num tesouro que dura”.

Cidade do Vaticano

O Papa Francisco presidiu a missa de imposição das Cinzas, nesta quarta-feira (06/03), na Basílica de Santa Sabina, no bairro Aventino, em Roma.

Antes da missa, o Pontífice guiou a procissão penitencial que iniciou na Igreja de Santo Anselmo, no Aventino, até a Basílica de Santa Sabina.

«Toquem a trombeta em Sião, proclamem um jejum». Com esse versículo do livro do Profeta Joel, Francisco iniciou sua homilia, sublinhando que a “Quaresma tem início com um som estridente: o som duma trombeta que não acaricia os ouvidos, mas proclama um jejum”.

Despertador da alma

“É um som intenso, que pretende abrandar o ritmo da nossa vida, sempre dominada pela pressa, mas muitas vezes não sabe bem para onde vai. É um apelo a deter-se para ir ao essencial, a jejuar do supérfluo que distrai. É um despertador da alma”, frisou o Papa.

Segundo o Pontífice, “ao som desse despertador, segue-se a mensagem que o Senhor transmite pela boca do profeta, uma mensagem breve e premente: «Voltem para Mim»”.

Rota da vida

“Se devemos voltar, isso significa que a direção seguida não era justa. A Quaresma é o tempo para reencontrar a rota da vida. Com efeito, no caminho da vida, como em todos os caminhos, aquilo que verdadeiramente conta é não perder de vista a meta.

Quando na viagem o que interessa é ver a paisagem ou parar para comer, não se vai longe.”

Francisco convidou cada um de nós a fazer-se algumas perguntas: “No caminho da vida, procuro a rota? Ou contento-me de viver o dia a dia, pensando apenas em sentir-me bem, resolver alguns problemas e divertir-me um pouco? Qual é a rota? Talvez a busca da saúde, que hoje muitos dizem vir em primeiro lugar, porém, mais cedo ou mais tarde faltará? Porventura a riqueza e o bem-estar?”

“Mas não é para isso que estamos no mundo. Voltem para Mim, diz o Senhor. Para Mim: o Senhor é a meta da nossa viagem no mundo. A rota deve ser ajustada na direção d’Ele”, disse ainda o Papa.

“Hoje, para encontrar a rota, nos é oferecido um sinal: as cinzas na testa”, sublinhou Francisco.

“É um sinal que nos faz pensar no que temos na cabeça. Os nossos pensamentos seguem coisas passageiras, coisas que vão e vêm. As cinzas que receberemos nos dizem, com delicadeza e verdade, que das muitas coisas que temos na cabeça, atrás das quais corremos e nos afadigamos diariamente, não restará nada.”

Cultura da aparência

“As realidades terrenas dissipam-se como poeira ao vento. Os bens são provisórios, o poder passa, o sucesso declina. A cultura da aparência, hoje dominante e que induz a viver para as coisas que passam, é um grande engano. Pois é como uma fogueira: uma vez apagada, ficam apenas as cinzas”, frisou.

O Papa disse que a “Quaresma é o tempo para nos libertarmos da ilusão de viver correndo atrás da poeira. Quaresma é redescobrir que somos feitos para o fogo que arde sempre, não para a cinza que imediatamente desaparece; para Deus, não para o mundo; para a eternidade do Céu, não para o engano da terra; para a liberdade dos filhos, não para a escravidão das coisas. Hoje, podemos nos perguntar: De que parte estou? Vivo para o fogo ou para as cinzas?”

Esmola, oração e jejum

Segundo Francisco, nessa viagem de retorno ao essencial “o Evangelho propõe três etapas, que o Senhor pede para percorrer sem hipocrisia nem ficção: a esmola, a oração e o jejum”.

“A esmola, a oração e o jejum nos reconduzem às únicas três realidades que não se dissipam. A oração nos une a Deus; a caridade, ao próximo; o jejum, a nós mesmos. Deus, os irmãos, a minha vida: eis as realidades que não terminam no nada e sobre as quais é preciso investir.”

A Quaresma nos convida a olhar “para o Alto, com a oração”, que liberta de uma vida chata “onde se encontra tempo para si, mas se esquece de Deus”, e depois a olhar “para o outro, com a caridade, que liberta da nulidade do ter, de pensar que as coisas estão bem se para mim tudo vai bem”.

A Quaresma nos convida “a olhar para dentro de nós mesmos, com o jejum, que liberta do apego às coisas, do mundanismo que anestesia o coração. Oração, caridade, jejum: três investimentos num tesouro que dura”.

Ao longo do caminho da Quaresma, devemos fixar o olhar no Crucificado. “Jesus na cruz é a bússola da vida que nos orienta para o Céu. Da cruz, Jesus nos ensina a coragem esforçada da renúncia. Precisamos nos libertar dos tentáculos do consumismo e dos laços do egoísmo, do querer sempre mais, do não nos contentarmos nunca, do coração fechado às necessidades do pobre. Jesus, no lenho cruz, nos chama a uma vida inflamada por Ele, que não se perde entre as cinzas do mundo; uma vida que arde de caridade e não se apaga na mediocridade”, concluiu Francisco.

Fonte: site da Radio Vaticana (www.vaticannews.va/pt)


06/03/2019
Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma

«A criação encontra-se em expetativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus» (Rm 8, 19)

Queridos irmãos e irmãs!

Todos os anos, por meio da Mãe Igreja, Deus «concede aos seus fiéis a graça de se prepararem, na alegria do coração purificado, para celebrar as festas pascais, a fim de que (…), participando nos mistérios da renovação cristã, alcancem a plenitude da filiação divina» (Prefácio I da Quaresma). 

Assim, de Páscoa em Páscoa, podemos caminhar para a realização da salvação que já recebemos, graças ao mistério pascal de Cristo: «De facto, foi na esperança que fomos salvos» (Rm 8, 24). 

Este mistério de salvação, já operante em nós durante a vida terrena, é um processo dinâmico que abrange também a história e toda a criação. São Paulo chega a dizer: «Até a criação se encontra em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus» (Rm 8, 19). Nesta perspectiva, gostaria de oferecer algumas propostas de reflexão, que acompanhem o nosso caminho de conversão na próxima Quaresma.

1. A redenção da criação

A celebração do Tríduo Pascal da paixão, morte e ressurreição de Cristo, ponto culminante do Ano Litúrgico, sempre nos chama a viver um itinerário de preparação, cientes de que tornarmos semelhantes a Cristo (cf. Rm 8, 29) é um dom inestimável da misericórdia de Deus.

Se o homem vive como filho de Deus, se vive como pessoa redimida, que se deixa guiar pelo Espírito Santo (cf. Rm 8, 14), e sabe reconhecer e praticar a lei de Deus, a começar pela lei gravada no seu coração e na natureza, beneficia também a criação, cooperando para a sua redenção. Por isso, a criação – diz São Paulo – deseja de modo intensíssimo que se manifestem os filhos de Deus, isto é, que a vida daqueles que gozam da graça do mistério pascal de Jesus se cubra plenamente dos seus frutos, destinados a alcançar o seu completo amadurecimento na redenção do próprio corpo humano. 

Quando a caridade de Cristo transfigura a vida dos santos – espírito, alma e corpo –, estes rendem louvor a Deus e, com a oração, a contemplação e a arte, envolvem nisto também as criaturas, como demonstra admiravelmente o «Cântico do irmão sol», de São Francisco de Assis (cf. Encíclica Laudato si’, 87). 

Neste mundo, porém, a harmonia gerada pela redenção continua ainda – e sempre estará – ameaçada pela força negativa do pecado e da morte.

2. A força destruidora do pecado

Com efeito, quando não vivemos como filhos de Deus, muitas vezes adotamos comportamentos destruidores do próximo e das outras criaturas – mas também de nós próprios –, considerando, de forma mais ou menos consciente, que podemos usá-los como bem nos apraz. Então sobrepõe-se a intemperança, levando a um estilo de vida que viola os limites que a nossa condição humana e a natureza nos pedem para respeitar, seguindo aqueles desejos incontrolados que, no livro da Sabedoria, se atribuem aos ímpios, ou seja, a quantos não têm Deus como ponto de referência das suas ações, nem uma esperança para o futuro (cf. 2, 1-11). 

Se não estivermos voltados continuamente para a Páscoa, para o horizonte da Ressurreição, é claro que acaba por se impor a lógica do tudo e imediatamente, do possuir cada vez mais.

Como sabemos, a causa de todo o mal é o pecado, que, desde a sua aparição no meio dos homens, interrompeu a comunhão com Deus, com os outros e com a criação, à qual nos encontramos ligados antes de mais nada através do nosso corpo. 

Rompendo-se a comunhão com Deus, acabou por falir também a relação harmoniosa dos seres humanos com o meio ambiente, onde estão chamados a viver, a ponto de o jardim se transformar num deserto (cf. Gn 3, 17-18). 

Trata-se daquele pecado que leva o homem a considerar-se como deus da criação, a sentir-se o seu senhor absoluto e a usá-la, não para o fim querido pelo Criador, mas para interesse próprio em detrimento das criaturas e dos outros.

Quando se abandona a lei de Deus, a lei do amor, acaba por se afirmar a lei do mais forte sobre o mais fraco. O pecado – que habita no coração do homem (cf. Mc 7, 20-23), manifestando-se como avidez, ambição desmedida de bem-estar, desinteresse pelo bem dos outros e muitas vezes também do próprio – leva à exploração da criação (pessoas e meio ambiente), movidos por aquela ganância insaciável que considera todo o desejo um direito e que, mais cedo ou mais tarde, acabará por destruir inclusive quem está dominado por ela.

3. A força sanadora do arrependimento e do perdão

Por isso, a criação tem impelente necessidade que se revelem os filhos de Deus, aqueles que se tornaram «nova criação»: «Se alguém está em Cristo, é uma nova criação. O que era antigo passou; eis que surgiram coisas novas» (2 Cor 5, 17). Com efeito, com a sua manifestação, a própria criação pode também «fazer páscoa»: abrir-se para o novo céu e a nova terra (cf. Ap 21, 1). 

E o caminho rumo à Páscoa chama-nos precisamente a restaurar a nossa fisionomia e o nosso coração de cristãos, através do arrependimento, a conversão e o perdão, para podermos viver toda a riqueza da graça do mistério pascal.

Esta «impaciência», esta expetativa da criação ver-se-á satisfeita quando se manifestarem os filhos de Deus, isto é, quando os cristãos e todos os homens entrarem decididamente neste «parto» que é a conversão. Juntamente conosco, toda a criação é chamada a sair «da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus» (Rm 8, 21). 

A Quaresma é sinal sacramental desta conversão. Ela chama os cristãos a encarnarem, de forma mais intensa e concreta, o mistério pascal na sua vida pessoal, familiar e social, particularmente através do jejum, da oração e da esmola.

Jejuar, isto é, aprender a modificar a nossa atitude para com os outros e as criaturas: passar da tentação de «devorar» tudo para satisfazer a nossa voracidade, à capacidade de sofrer por  amor, que pode preencher o vazio do nosso coração. Orar, para saber renunciar à idolatria e à autossuficiência do nosso eu, e nos declararmos necessitados do Senhor e da sua misericórdia.

Dar esmola, para sair da insensatez de viver e acumular tudo para nós mesmos, com a ilusão de assegurarmos um futuro que não nos pertence. E, assim, reencontrar a alegria do projeto que Deus colocou na criação e no nosso coração: o projeto de amá-Lo a Ele, aos nossos irmãos e ao mundo inteiro, encontrando neste amor a verdadeira felicidade.

Queridos irmãos e irmãs, a «quaresma» do Filho de Deus consistiu em entrar no deserto da criação para fazê-la voltar a ser aquele jardim da comunhão com Deus que era antes do pecado das origens (cf. Mc 1,12-13; Is 51,3). 

Que a nossa Quaresma seja percorrer o mesmo caminho, para levar a esperança de Cristo também à criação, que «será libertada da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus» (Rm 8, 21).

Não deixemos que passe em vão este tempo favorável! Peçamos a Deus que nos ajude a realizar um caminho de verdadeira conversão. Abandonemos o egoísmo, o olhar fixo em nós mesmos, e voltemo-nos para a Páscoa de Jesus; façamo-nos próximo dos irmãos e irmãs em dificuldade, partilhando com eles os nossos bens espirituais e materiais. 

Assim, acolhendo na nossa vida concreta a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, atrairemos também sobre a criação a sua força transformadora. 

Vaticano, Festa de São Francisco de Assis, 4 de outubro de 2018.


24/02/2019 Paróquia realiza tarde de formação para Catequistas
31/01/2019 Paróquia divulga novos horários de Missas, Confissões e Batizados
28/01/2019 JMJ-Panamá: Papa: Jovens, vocês são o AGORA de Deus!
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Horario das missas

Igreja Santo Afonso

Segunda a sexta19h
Domingo8h - 19h

Igreja Santo Agostinho

Terca a sexta17h30
Sabado19h
Domingo11h - 17h

Santos do dia

26 de Março - São Ludgero

Ludgero nasceu no ano 742 em Zuilen, Friesland, atual Holanda, e foi um dos

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Paróquia Santo Afonso
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Tel: 84 3615-2855
March 26, 2019, 7:59 pm

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